Editorial – Adie por um tempo, e 10 dias passarão

| 1 de setembro de 2019

Banner-EditorialO provérbio coreano se encaixa muito bem dentro do que desejo comentar. E essa opinião está entalada na garganta faz alguns dias. O mingau é tão bom, marcou minha infância, e sei que é um prato que se come quente. Outros poderiam pensar que a vingança é um prato que se come frio, mas prefiro falar sobre o tempo.

O momento não é para ter vingança e nem para dormir no ponto, porque o abismo é logo ali. Estou fazendo essa volta, obviamente, para opinar sobre o momento do Figueirense. O passado passou e o presente requer atitudes emergenciais.

Não adianta falarmos sobre WO. Não volta mais, igual o gol em escandaloso impedimento validado para o Guarani. Eu sou muito realista. Nada me vem de graça. Tenho que correr atrás, buscar minhas conquistas.

A Elephant precisa agir, ter decisões pontuais. Eu adotaria duas medidas agora: trago um treinador louco, de perfil agitador de ambiente, competente, claro, mas maluco. Não, não pensei em Argel. O primeiro nome que me veio à cabeça foi do Lisca Doido. Gostei do que ele fez no Ceará, foi muito lindo ver o crescimento do Vozão. O Lisca tem prazo de validade, mas em 18 jogos ele vai incendiar o Scarpelli.

Que me desculpe Vinícius Eutrópio, super competente, vitorioso como atleta e treinador, mas não vejo nele o perfil que penso ser o melhor para o Figueirense agora. É a minha opinião e respeito quem possa pensar diferente.

Sobre jogadores, imediatamente demitiria alguns como Zé Antônio e Tony, mais uns três também, que não farão falta. Os jovens não podem ter como exemplo esses caras que provocaram o WO. Novamente digo que receber é direito do trabalhador, porém minar o ambiente, atuar nas redes sociais com táticas de guerrilhas de sindicalistas, fazer exigências que costumo acompanhar nas greves da Educação ou da Comcap, daí é passar além do ponto.

Façam a troca agora, porque o tempo vai passando, se acredita que amanhã vai mudar e nada muda, enquanto isso os torcedores se afastam cada vez mais, e o barco vai afundando. Hoje, o cenário é de rebaixamento. Mas, é possível ainda reverter, mas não da forma como as coisas estão sendo conduzidas atualmente dentro do futebol alvinegro.

Por fim, mais alguns ditados sobre o tempo, para que todos possam refletir: “Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado”; “O maior erro é a pressa antes do tempo e a lentidão ante a oportunidade” e “Todo mundo tem medo do tempo, mas o tempo tem medo das pirâmides”.

Categoria: Destaque, Figueirense

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