Panela de pressão: Flamengo chega na obrigação de reagir contra o Avaí

Juan“Em nenhum momento colocamos derrotas ou vitórias a custo da A, B ou C”. Essa foi uma das declarações do experiente zagueiro Juan em entrevista coletiva ainda no Rio de Janeiro. O Flamengo chega para jogar contra o Avaí pressionado e o treinador Zé Ricardo “prestigiado”.

Alguns tópicos da entrevista do Juan:

Primeiras rodadas
De seis jogos, tivemos quatro fora e um clássico. É uma tabela difícil. Deixamos pontos na Arena da Baixada, um campo historicamente difícil, assim como a Ilha do Retiro, onde perdemos. Mas temos que reagir. Equipes da frente estão se distanciando e nosso objetivo é chegar na frente.
Erros individuais
Em nenhum momento colocamos derrotas ou vitórias a custo da A, B ou C. Somos um grupo. Conversamos sobre ocorridos dos jogos. Alguns fatos vão negativamente e repercutem muito, principalmente entre goleiros e zagueiros. As coisas mudam muito rápido e parece uma onda que aumenta as coisas e nunca acaba. Somos profissionais, não podemos pensar assim. Temos que diariamente ter a melhor pegada, trabalhando sempre para evoluir.
Alex Muralha
Estamos falando de jogador que há 3, 4 meses estava na seleção brasileira. Não desaprendeu. São coisas que acontecem com qualquer jogador e ele já, no ano passado e neste ano, salvou o Flamengo em muitos jogos. Contra o Atlético-PR, por exemplo, fez grandes defesas cara a cara que nos ajudaram. São momentos, circunstânicias que acontecem negativamente. Mas pensamos no coletivo. Independente de quem jogue hoje, amanhã, no futuro, nosso respeito é sempre o mesmo e, como falei é um goleiro de Seleção Brasileira, não podemos nos esquecer.
Flamengo x Avaí
Domingo temos uma partida importante. Para todo mundo, Flamengo em geral, todos os jogadores, comissão técnica.

Zé Ricardo
Acontece com o Zé algo parecido com o que acontece com o Muralha. Treinador que levou time ao terceiro lugar, campeão carioca invicto, tivemos decisões atás de decisões em um mês turbulento, passamos ilesos a todas até tomarmos um gol que nos custou caro. E o trabalho dele, que levou o Flamengo ao patamar que o Flamengo tem hoje, elevou o nível de vários jogadores. Claro, em time que tem um início de campeonato aquém do esperado é normal que aconteçam pressão – mas a dele é dividida com todo o grupo. Aqui pensamos só no coletivo.
Protesto da torcida
Conversamos sobre o protesto. Ninguém foi agredido, até algum tumulto com a entrada dos carros, mas a torcida tem o direito de criticar, amam o clube tambem, é um clube amado por todos. É um direito deles. Desde que não passe dos limites.
Entrega do time em campo
É meu pensamento. Em todos os clubes a primeira coisa que vem a cabeça é isso, raça, dar o sangue, dar a vida. Mas nós somos profissionais e sabemos que futebol não é só isso. Talvez, se fosse, todas as partidas terminariam empatadas. A mudança de fase ruim pra boa seria mais simples. Sabemos que no último período que temos jogado temos tido alguns problemas mas não passa por falta de disposição.
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo  Fonte: Site Oficial/Flamengo