Momento de gala para Vanderlei Cordeiro de Lima segue repercutindo

vanderlei1Ex-maratonista emociona os milhares de torcedores que acompanharam a cerimônia de abertura no Maracanã.

Exemplo de vitória, superação e espírito olímpico. Vanderlei Cordeiro de Lima é a prova viva de que um verdadeiro campeão nem sempre é aquele que termina uma competição em primeiro lugar. Passados doze anos da maratona que marcou a sua carreira, em Atenas 2004, o ex-atleta voltou a ser protagonista nos Jogos Olímpicos ao acender a pira olímpica na cerimônia de abertura do Rio 2016.

Foram dias de expectativa e suspense em torno do nome escolhido para o momento que marca a abertura oficial dos Jogos Olímpicos. E, após três horas e cinquenta minutos do início da cerimônia, coube a Vanderlei esse privilégio. Antes dele, Gustavo Kuerten (tênis) e Hortência (basquete) conduziram a tocha pelo Maracanã.

Paranaense

Nascido em 4 de julho de 1969, em Cruzeiro do Oeste (PR), Vanderlei desenvolveu o amor pelo esporte correndo ainda criança pelas estradas de terra de Tapira, no interior do Paraná, entre plantios, colheitas de café e canaviais. O que talvez nem ele imaginasse é que essa paixão, unida ao talento e aos treinos intensos, o transformaria em um grande vencedor.

Além de medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos Atenas 2004 e bicampeão dos Jogos Pan-americanos (Winnipeg 1999 e Santo Domingo 2003), Vanderlei é o único brasileiro a ter recebido a medalha Pierre de Coubertin, distinção criada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para valorizar os atletas que, durante as competições, aplicassem os ideais do olimpismo em uma situação inusitada ou adversa.

À época, Vanderlei liderava a maratona em Atenas 2004 quando foi agredido pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan no trigésimo sexto quilômetro da prova. Mesmo diante de tamanho imprevisto, o brasileiro prosseguiu na competição e completou a maratona em terceiro lugar, com direito a aviãozinho e muita festa.

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 também contou com a participação de outros ídolos do esporte brasileiro. Enquanto Torben Grael (vela), Sandra Pires (vôlei de praia), Emanuel (vôlei de praia), Oscar Schmidt (basquete), Joaquim Cruz (atletismo) e Marta (futebol) levaram a bandeira olímpica, Robert Scheidt (vela) e Adriana Santos (basquete) ficaram encarregados dos juramentos do atleta e do técnico.

Fonte: COB/Imprensa   Foto: Flávio Florido/Exemplus/COB