A segunda audiência envolvendo as partes ocorreu nesta terça-feira (14), por videoconferência, e foi conduzida pela recém instalada Secretaria de Execução. O acordo foi mediado pelo juiz Roberto Nakajo, gestor regional da Execução no TRT-SC, e apenas dois credores ficaram de fora por não conseguirem participar das audiências.
Foi a Chapecoense quem teve a iniciativa de renegociar os acordos, ainda mais que alega perda de receita pelo rebaixamento para a Série B, o que ocasionou a debandada de sócios e a baixa considerável de R$ 11 milhões no orçamento, dinheiro que viria da TV e de outros patrocínios.
Ficou acordado que a Chapecoense irá disponibilizar R$ 250 mil/mensais, que serão rateados entre os 24 credores, passando para R$ 350 mil a partir do 13º mês e retornando para R$ 250 mil no 25º mês até o encerramento da dívida com os credores.
A correção monetária ocorrerá a partir da 13ª parcela, a cada seis meses, de acordo com o IPCA-E do período. Em caso de atraso, haverá multa de 30%, mas se a inadimplência for superior a duas parcelas, a Chapecoense deverá antecipar o valor total da dívida, acrescido também de 30%. Em relação aos débitos em atraso, os credores entenderam a situação do clube e aceitaram receber apenas 10%, totalizando R$ 1 milhão, a ser distribuído proporcionalmente a partir do 13º mês.
Fonte: Clayton Wosgrau/Secretaria de Comunicação Social/TRT/SC













