Estamos acumulando problemas de queda de energia elétrica em alguns estádios e não se percebe uma ação efetiva da Federação Catarinense de Futebol ou do Ministério Público, que é o órgão responsável pelas vistorias nos estádios, para eliminar esses problemas que se tornaram recorrentes. É a imagem do futebol catarinense que está em jogo e levamos décadas, todos nós, clubes, torcedores e imprensa, para chegarmos a um patamar de respeito. Cadê a fiscalização? Essa Comissão de Vistoria fez o seu trabalho ou deu uma olhada só por cima?
Situação piora
O atraso mais considerável no Catarinense 2018 aconteceu na partida entre Tubarão 3 x 1 Inter de Lages, disputada dia 15 de fevereiro, no estádio Domingos Machado de Lima, quando até se cogitou o cancelamento da partida. O árbitro Diego da Costa Cidral relatou o fato: “A partida teve atraso de 68 minutos, devido a falta de energia elétrica no estadio Domingos Silveira Gonzales, energia que por sua vez foi restabelecida totalmente com 58 minutos de atraso, e foi dado as equipes um tempo adicional de 10 minutos para o reaquecimento dos atletas.”
Houve prejuízo para as emissoras de rádio que tiveram suas transmissões prejudicadas por conta da falta de energia elétrica também nas cabines de imprensa.
Já Concórdia 2 x 5 Criciúma, sábado, 3 , a partida não começou no horário determinado, 19 horas, por falta de energia elétrica em parte do sistema de iluminação do estádio Domingos Machado de Lima. O árbitro Bráulio da Silva machado relatou em súmula: “Houve 13 minutos de atraso no início da partida motivado por falta de energia artificial em um dos postes de iluminação do estádio”.
Copa do Brasil
Mais um fato grave de um longo atraso por conta de falta de energia elétrica em estádio de futebol profissional em Santa Catarina aconteceu na partida entre Brusque x Ceará pela Copa do Brasil, disputada no Augusto Bauer no dia 7 de fevereiro. O árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique relatou o problema em súmula: “A partida teve um atraso de 78 minutos devido a falta de energia elétrica em uma das torres do estádio Augusto Bauer. Como previsto do art. 19 do RGC esperamos 60 min para que o problema fosse sanado, porém o administrador o Sr. Renato Petruschky nos informou que em mais 15 minutos parcialmente a torre estaria em condições de iniciar a partida, fato este que ocorreu e pude iniciar a partida as 23:03”.
O Brusque foi julgado pelo STJD e acabou sendo multado em R$ 10 mil. O time foi eliminado em campo pelo Ceará. Pior é arranhar a imagem do nosso futebol e da “estrutura” que oferecemos, principalmente quando a partida tem televisionamento. Brusque x Ceará foi transmitido pelo SporTV.
Na partida entre Figueirense x Atlético Mineiro, o árbitro carioca Bruno Arleu de Araújo fez a menção da falta de energia no estádio Orlando Scarpelli: ” o jogo foi paralisado aos 17 minutos do segundo tempo, devido a queda de energia dos refletores localizados acima da social do estádio, sendo restabelecida a energia após 15 minutos de paralisação.”
No bairro do Estreito não faltou energia elétrica, apenas dentro do Orlando Scarpelli. A partida foi televisionada pela Globo Minas e vários caminhões de externas estavam do lado de fora do estádio e com alguns equipamentos como geradores terceirizados, além das emissoras de rádio, outras de TV, portais, jornais, etc. É muita sobrecarga para uma partida.
Nova vistoria
A Comissão de Vistoria da FCF deveria dar uma repassada em todos os estádios e fazer uma avaliação criteriosa e rigorosa, principalmente do sistema de iluminação de cada estádio. Não se esqueçam de passarem nas cabines de imprensa.
Nossos estádios, em sua maioria, são antigos. E se uma vistoria é feita às cegas, facilitando a vida dos clubes, que imagem queremos do futebol catarinense perante a opinião pública?
Não sou de misturar as estações, ou seja, a Polícia Militar pede gradil em alguns estádios para segurança dos torcedores, entendo que isso é importante, mas como fazer com que esses torcedores entendam que um gradil é muito mais importante e emergencial do que cuidar das instalações elétricas, sanitárias, etc?
É lamentável e vergonhoso que tenhamos tantos problemas seguidos e crônicos em nossos estádios. A Federação precisa ser rigorosa: arrumem os estádios com o mínimo de condições ou a FCF (ou MP) veta os estádios até que se façam as reformas exigidas.
Fotos: Scarpelli/Assessoria de Imprensa/CAM e Tubarão/Imprensa/CA Tubarão












