O time de Itajaí enfrentaria a Chapecoense com um uniforme preto e tons de verde, tendo o escudo da Chape na parte frontal da camisa, e também o nome de cada um dos jogadores que morreram no acidente aéreo.
Uma das alegações é que o uniforme ficaria muito parecido com o da Chape e que poderia trazer problemas também para a arbitragem. A realidade é que o uniforme foi vetado e o Barroso teve que atuar com a camisa que aparece na foto e a homenagem acabou não se concretizando.
No relatório do delegado da partida, Wilmar Francisco Zeni, é de se estranhar que ele não tenha citado esse fato em um dos ítens do questionário que cada delegado faz e cujo documento é entregue para a Federação e está publicado como documento importante do jogo.
A pergunta é direta: Registre e comente ocorrências extraordinárias antes, durante e depois do jogo. A resposta do delegado Zeni foi seca: “Nada a registrar”
Na súmula da partida, o árbitro Cinésio Mender Júnior também não faz qualquer referência ao episódio. Talvez nem deveria, mas o delegado tinha obrigação de mencionar qualquer coisa sobre o assunto.
Ora, durante inúmeras semanas, a diretoria do Almirante Barroso vinha divulgando essa homenagem ao time de Chapecó. Era de conhecimento público sim e vetar o uniforme não se enquadraria como uma ocorrência extraordinária?
A Federação Catarinense de Futebol precisa se pronunciar sobre o ocorrido em Chapecó, por se tornar relevante e necessário perante à opinião pública, imprensa e desportistas em geral.
Foto de Leandro Romano/Almirante Barroso












