Editorial – O sucesso do Avaí no comando do presidente Francisco Battistotti

monstraoBom dia, presidente Francisco José Battistotti

No futebol, o perde e ganha está sempre presente. Alegria, choro, ameaças, brigas, trairagem, volta olímpica, desaforos, conquistas, amizades, inimizades, amor, paixão, ódio, rancor, enfim, é um mar de emoções. Não tem como o ser humano não crescer e se tornar melhor.

O futebol é o caminho para o sucesso ou para o fracasso. Um clube muito rico pode não ganhar nada ou ficar um bom tempo sem conquistas. Muitas vezes, quem não tem dinheiro é campeão.

Por isso, no futebol prevalece muito a Gestão de Pessoas. É olhar olho no olho, ser um dirigente presente, abrir o jogo, procurar prometer e cumprir, mas nunca mentir, principalmente, para os jogadores.

Vamos aos fatos sobre o atual presidente avaiano, o mesmo que foi ameaçado de morte e o próprio que colocou o Avaí na elite do futebol brasileiro em 2017:

Em 2014, o então Presidente Nilton Macedo Machado, pouco foi na ressacada. Quem tocou o futebol foi o gerente de futebol Chico Lins, com apoio do vice-presidente Francisco Battistotti. A parte financeira era feita pelo gerente financeiro do clube, e os cheques, assinados pelo presidente e o vice.

Com o acesso à serie A, o então presidente Nilton deixou bem claro: “Em 2015 ele comandaria o clube, avisando ao vice (Battistotti) que naquele momento ele passaria a ser apenas o vice estatutário, sem nenhuma ingerência dentro do clube.
Contratou um diretor financeiro, o sr João Cândido, pagando alto salário para que cuidasse da finanças.

Com a renuncia do Dr Nilton, em abril de 2016, um dia antes do jogo que poderia decretar o rebaixamento do Avaí no Campeonato Catarinense, Francisco Battistotti assumiu o clube em meio a um turbilhão. Ameaças de morte, 2 mil mensagens de whatsApp pedindo a sua renúncia e uma oposição interna no clube querendo sua saída. Foram poucos os que tiveram ao seu lado.

Ainda assim assumiu, prometendo um choque de gestão. E vem fazendo isso ao longo desses 7 meses. Herdou contratos mal elaborados, atos trabalhistas em atraso e um clube sem dinheiro para honrar seus compromissos.

A negociação de jogadores seria a saída pra resolver os problemas financeiros do clube. E o Avaí recebeu algumas propostas, inclusive da Europa.
Um exemplo foi a situação do zagueiro Gabriel, revelacão do clube, e convocado com frequência pra seleção brasileira de base. Seria a salvação financeira do clube, algo em torno de 4 milhões de euros.

Como o presidente dependia do aval do jogador e seu empresário, não conseguiu efetuar a venda. Outra preocupação naquele momento era o tempo de contrato com o jogador (dez/2017) o que permitiria que ele saísse já em julho e “de graça”. Depois de muita negociação, o clube conseguiu renovar seu contrato ate final de 2018, com autorização para negociar o jogador já na próxima janela européia.

Sem dinheiro em caixa, o presidente Francisco Francisco José Battistottiotti também contou com seu braço direito, o diretor Décio Sardá Jr,, que usou seus contatos no futebol para trazer parceiros e recursos que ajudaram a manter os salários em dia, por exemplo.

Poucos sabem, mas o lateral da seleção brasileira Daniel Alves, foi um dos parceiros do clube nesse período.

O presidente, cumprindo 12 horas diárias dentro do clube, e cobrando muito dos seus comandados, foi um dos segredos desse Avaí. Reconquistou o respeito dos colaboradores e prestadores de serviços, com transparência, jogo aberto e conversas francas.

Dentro de campo, a chegada de Betão e a volta do Marquinhos Santos, a contratação de Claudinei e Joceli Dos Santos foram primordiais para a união do grupo e essa acensão espetacular que culminou no acesso.

Hoje, o presidente Battistotti entrou para a historia do clube e ganha o respeito dos que muito o criticaram. Que em 2017, com tranquilidade, ele possa manter o Avaí no caminho da vitórias.

Foto de Rodrigo Polidoro / Agência de Notícias Mix Mídia