A carreira do jogador de futebol é curta, muito curta. Por esse principal motivo, o atleta precisa pensar em si, na sua família, e fazer logo o seu “pé de meia”.
Só que no futebol, assim como na vida, existe a palavra gratidão. Quem era o goleiro Renan até chegar no Avaí? Eterno reserva no Botafogo, esquenta banco do Jefferson, um mero desconhecido.
Ninguém precisa me dizer que o Avaí passou a temporada inteira de 2016 atrasando salários. Que todo jogador vive, muitas vezes calado, uma fase tenebrosa como essa e que mesmo assim é cobrado para render o que se espera dele.
Só que faltou o bom senso do atleta, e do procurador do Renan, para devolver ao Avaí, e à sua torcida, o que o Avaí “lhe deu”: espaço, chances, camisa, projeção.
Se não fosse o Avaí apostar nele, repito, um mero reserva e um desconhecido, quem seria o Renan hoje? Nada. Portanto, faltou sensibilidade, respeito, consideração.
Era simples: faz um contrato até o final do ano de 2017 e se aparecer uma transferência para o exterior ele seria liberado. Só que deveria voltar aqui, terminar o que começou. E ele se escapou para o Rio e colocou o procurador para dizer o “Não”.
Renan é um ótimo goleiro pelo que vimos aqui, mas terá que começar tudo de novo no próximo clube. E acho que R$ 80 mil/mês e outras vantagens não seja tão ruim assim, viu Renan?
Fora tudo isso que estou comentando, há a questão de se firmar e se tornar ídolo de um clube. Será que no Botafogo ele nunca teve salários atrasados? Foi ingrato sim, pensando apenas no umbigo dele.
O Avaí ainda espera que Renan volte atrás e acerte com o clube azurra. O Leão da Ilha renovou com o Kozlinski e terá ainda dois goleiros da base, Matheus e Victor.












