Estive hoje prestigiando a posse da nova diretoria do Figueirense, encabeçada pelo presidente Cláudio Honigman. Posso opinar que gostei muito do que vi, da mobilização, da união dos novos diretores em reerguer o Figueirense. Não teve promessas, nem de quitação da dívida monstruosa em 30 dias e nem de aportes milionários em curto prazo. Falaram a verdade e isso não paga a conta de quem precisa receber, mas serve como alento e esperança.
Aos poucos, principalmente os funcionários, irão receber. Alguns têm valores para receber de 2017, outros mais recentes, porém todos irão receber. É de direito deles. Trabalhou, tem que receber.
A minha surpresa é que todos os diretores ficaram espantados do que viram e da forma como Cláudio Vernalha deixou o Clube. Foi péssimo na gestão, mentiu descaradamente prometendo aportes, acabou internamente com o Figueirense, sugou de funcionários corretos e de longa jornada pelo Clube a esperança que eles tinham em dias melhores.
Não me falaram sobre cifras, mas a dívida geral ultrapassa os R$ 100 milhões. Há perto de 135 reclamatórias trabalhistas já ajuizadas e dezenas que ainda darão entrada no TRT. Ou negociam isso ou os oficiais de justiça não deixarão a atual diretoria em paz.
Murilo Flores me disse que está se inteirando da real dívida do Figueirense, o ativo e o passivo. Não soube me precisar em números. Fui informado que o Figueirense possui 117 funcionários e que alguns serão dispensados, outros foram feitas propostas para redução salarial, alguns aceitaram e outros não. A área será limpa e a redução do quadro de funcionários se torna necessária.
Com Fernandes, minha conversa foi sobre o elenco. O ídolo alvinegro me disse que o goleiro Denis e o atacante Elton terão que se apresentar dia 2 de janeiro. Fernandes estará muito próximo de Hemerson Maria. Quer e deve ser útil. Antes não era, porque não deixavam.
Fernando Kleimmann se disse empolgado pelos novos contratos com patrocinadores que estão surgindo. E Cláudio Honigman quer mais tempo para ser conhecido e pediu o nosso apoio pelo trabalho de reconstrução do Figueirense que será feito em curto e longo prazo.
É sobre isso que gostaria de comentar. O torcedor alvinegro precisa dar esse voto de confiança. O pior não passou, mas pior não vai ficar. Lembram quando o Sr. Vernalha de chamou de mentiroso e mandou publicar nota de repúdio contra mim? Pois é: imprensa livre é isso. A verdade não demora em aparecer. Ela sempre aparece e os verdadeiros mentirosos sempre são desmascarados.
Aos torcedores alvinegros que me xingaram, ou por querer tumultuar o ambiente com as notícias e editoriais como disseram alguns, ou por acharem que por ser avaiano quero o mal do Figueirense, não tenho nada a dizer, porque entendo que paixão clubística cega mesmo, mas reafirmo meu compromisso como homem de imprensa há 40 anos, completados em 2019, desejando sempre o melhor para os nossos clubes, em especial Figueirense e Avaí.
Sem falsa modéstia, reafirmo que minha postura contra os absurdos que Vernalha vinha cometendo levariam o Figueirense para o fundo do poço. Ainda bem que ele saiu e que uma nova equipe está se propondo a reerguer um dos clubes mais tradicionais e de grande torcida do futebol brasileiro. Portanto, fui decisivo nessa mudança. Fiz, com prazer e amor ao jornalismo esportivo, o meu papel, sem me omitir, me expondo, apanhando e batendo, mas sendo eu, como sempre fui, sem rabo preso e sem medo de quem quer que seja.












