Não me resta dúvidas de que o mandatário do Avaí, principalmente no final do primeiro mandato e por todo seu segundo mandato, foi altamente nocivo ao Avaí Futebol Clube. Os dois acessos e os dois títulos estaduais da gestão dele não são maiores do que ele fez dentro do Clube e da herança negativa que ele deixará para os próximos anos.
Nesta véspera da apresentação do Relatório do Conselho Fiscal, referendado por uma Comissão Especial formada por conselheiros, fico na expectativa de que a verdade vai ser mostrada em números, sem maquiagem, sem preservar nada e ninguém, principalmente não deixando impune um presidente que afastou seus pares diretos, correu com o empresariado, administrou o Avaí da pior maneira possível, e irresponsavelmente foi causador de grandes prejuízos aos cofres do clube azurra.
Battistotti não é gestor de nada e sim um aproveitador. Pela estrutura do Avaí fez curso de gestão na CBF, mas o que se suspeita é de gestão temerária, sob o manto do tráfico de influência, transações obscuras de atletas, erros grotescos nas prestações de contas, tanto que foram rejeitadas, e suposto desvio de recursos e a famosa “rachadinha” da lancha com o auxiliar Evando, o que já é um fato imoral.
Os jogadores não confiam nele, porque o presidente do clube é mentiroso, desrespeitoso, arrogante e prepotente. Battistotti deu as costas para o elenco.
A primeira “rebelião” dos atletas aconteceu quando o Avaí FC anunciou a obra no entorno do CFA com recursos próprios e fez propaganda da certidão negativa de débitos nos cartórios.
Opa! Faz isso e não nos paga? Os jogadores perceberam que, quando aparecia, Battistotti prometia e nunca cumpria. E seguiu se afastando, cuidando de si, se ajeitando na Associação dos Clubes Profissionais de SC e depois na criação da Associação Nacional, onde recebe ajuda de custo de R$ 40 mil/mês.
E a notícia exclusiva que publico agora: Battistotti estava se armando para renunciar ao Avaí e assumir cargo remunerado na CBF desde que Rogério Caboclo permanecesse na entidade. Essa é a meta dele: CBF, com salário de três. Dígitos. E a herança que ele vai deixar no Avaí?
O futuro é preocupante, o clube precisa do acesso para a elite, mas com Battistotti na presidência, sem chances. Eu duvido que o atual elenco vai fechar com o mandatário azurra. Ele saindo, seja por atestado médico, alegando problemas de saúde, ou renunciando, tudo vai ser diferente. E ainda há tempo para a situação se resolver.
Nem precisa lembrar aquele acerto muito estranho do jogo do Avaí com o Flamengo em Brasília, as ofensas aos sócios do Avaí via rádios, o grande canal de “prestação de contas” dele, o absurdo de declarar em uma rádio que até aceitaria ser gestor no Figueirense, enfim, muitas barbaridades que já deveriam ter sido penalizadas pelo Conselho Deliberativo. E o Avaí de amarelo e rosa? Nem vou falar mais sobre esse abuso, um desrespeito às tradições do Avaí FC.
Battistotti esnobou os conselheiros. Ele se acha maior que o clube e fica brabo, quando tem que prestar contas à quem o elegeu. O tal de 5T, como é apelidado, virou as costas para avaianos que eram do seu convívio direto. E com alguns empresários, idem, os mesmos que poderiam lhe ajudar agora, para pagar o elenco de profissionais.
A dívida atual do Avaí está estimada em R$ 60 mi, nada tão absurdo, mas tem as dívidas a curto prazo, com o elenco é uma delas, porém ninguém ousa investir no Avaí com Battistotti na presidência. Se ele sair, aproveitem para limpar a área. Tem muito incompetente ganhando altos salários e não fazendo nada. Mexam na estrutura, porque o Avaí não comporta o que 5T criou, um monstro que o engoliu.
E, para terminar, a última: a Justiça do Trabalho nomeou Spyros Diamantaras, presidente do Conselho Deliberativo do Avaí, como gestor-fiscalizador do pagamento dos salários e para isso Spyros contratou uma empresa especializada para fazer esse diagnóstico. Assim que for finalizado, tudo será encaminhado para o juiz. Se tiver dinheiro retido, será liberado para pagamento dos salários.













