Amigos de infância, Marlon e Raul se reencontram na Seleção Sub-20

SeleçãoA Seleção Brasileira é palco de diversos reencontros para jogadores que estiveram juntos no começo da carreira. No caso de Marlon, do Criciúma, e Raul, do Grêmio, a história inicia muito cedo. Atualmente juntos na Granja Comary, participando de um período de treinamentos com o grupo Sub-20, os jovens de 18 anos deram seus primeiros chutes na cidade de Cascavel, no interior do Paraná. A escolinha de futebol do Centro Educacional de Futebol Alternativo (CEFA) foi a porta de entrada para formação como atletas.

 Ambos rumaram ao Rio Grande do Sul, após destacarem-se em competições de base. Com apenas dez anos, o lateral-esquerdo, atualmente no Tigre, mudou-se para Caxias do Sul para defender o Juventude. Seis meses mais tarde, ainda atuando como atacante – posição de origem na infância -, chamou a atenção de olheiros colorados e transferiu-se para o Internacional. Sem um trampolim para chegar até Porto Alegre, Raul chegou ao Grêmio com 11 anos.

Morando na mesma cidade até 2013, quando Marlon rumou para Santa Catarina, os laterais da Seleção mantiveram uma forte amizade. Desde a apresentação no Rio de Janeiro, aproveitam o tempo livre para relembrar os bons momentos juntos. “É uma grande coincidência saírem dois jogadores da mesma escolinha, cidade, idade e posição para a Seleção Brasileira. Ainda bem que um é canhoto e o outro destro, aí tem lugar para os dois no time. Fora a brincadeira, fico muito feliz de ver que estamos trilhando uma trajetória vencedora juntos”, disse Raul.

Irreverente e bem articulado, Marlon chega como um dos garotos com mais bagagem no elenco. Titular desde a reta final da Série B da última temporada, o jovem consolida seu início de carreira com ótimas atuações no Campeonato Catarinense. A convocação é vista como um prêmio pelo bom trabalho. “Uma satisfação enorme ser chamado para representar o país. Mesmo sendo um período de treinamentos, mostra que o trabalho está dando resultados e, por consequência, bem avaliado. Tenho que seguir no mesmo ritmo, porque foi assim que conquistei as coisas. Muita dedicação para alcançar os objetivos”, pontuou.

 Os sonhos dos atletas para a sequência da trajetória vão além. E uma das referências é outro conterrâneo, também lateral: Beletti, que atualmente é comentarista esportivo. “Ele disse no Altas Horas (programa da TV Globo) que saiu de Cascavel com 15 anos e era goleiro de futsal. E que se ele conseguiu disso, virar um jogador que fez gol do título nos minutos finais de uma Champions League contra o Arsenal, o sonho está perto de qualquer um para ser realizado. Isso motiva ainda mais a gente, fora que foi um excelente lateral direito”, destacou Raul.

 “É isso. Temos que ter os pés no chão, mas trabalhar duro para realizar esses sonhos apontados pelo Beletti, que é de Cascavel também”, complementou Marlon.

Foto: Divulgação/Aguante Comunicação  Texto: Diego Carvalho/Aguante Comunicação