Dia de clássico nunca será um dia normal. Não deve ser. Figueirense de 1921 e Avaí de 1923 só foram duelar pela primeira vez em 1924. De lá para cá, esse jogo nunca foi um jogo comum ou qualquer.
São duas camisas tradicionais do futebol brasileiro e um dos mais antigos clássicos do Brasil. O que importa é que ambos seguem firmes, fortes, imponentes, apesar de quase centenários.
Já houve clássicos em que o melhor nem sempre venceu e esse lado traiçoeiro desse confronto é que move toda uma região e não apenas a cidade em si.
Por ser diferente, atrai surpresas. Risos e lágrimas são comuns ao apito final do árbitro. Clássico bom é aquele com gols, porque 0 a 0 não deveria existir em clássicos. Não tem graça.
Que o domingo seja de um grande espetáculo e que os jogadores possam brilhar sem interferência de terceiros. As estrelas são os jogadores em campo.
O Figueirense chega líder e com 100% de aproveitamento. Sequer empatou nas três rodadas. Venceu Criciúma, Tubarão e Brusque. Já o Avaí perdeu para o Inter, mas ganhou do Jec e do Hercílio Luz.
Um clássico para o torcedor sair de casa e ir para a Ressacada, ignorando assistir o clássico no conforto de casa ou no bar da esquina. Lugar de prestigiar o que é patrimônio da cidade é lá no estádio.
Ver ao vivo o Figueirense de Denis no seu primeiro clássico, do garoto André Luis que vem se mostrando um bom artilheiro, de prestigiar a juventude cria do clube como Trevisan, Lazaroni, Patrick, e o filho do Peixe, Romarinho, que terá um bom teste de fogo neste domingo.
Ver ao vivo novamente Marquinhos Santos no ano da sua despedida, de ver a estréia do manezinho André Moritz, de conferir o gringo Martinuccio, de prestigiar as crias do Avaí como Romulo, a raça do Alemão, a tranqüilidade do xerife Betão, enfim, estar lá no local do jogo.
Esse é o novo clássico, o maior clássico desse Estado. Jogo para estar de corpo e alma, presente e passando a sua energia.
Ficha Técnica
Avaí x Figueirense – Ressacada – 17 horas
Arbitragem: Bráulio da Silva Machado, auxiliado por Alex dos Santos e Jhonny Barros de Oliveira.
Avaí: Kozlinski; Cametá, Alemão, Betão e João Paulo; Judson, André Moritz e Marquinhos Santos; Maurinho, Rafinha e Rômulo (Martinuccio)
Figueirense: Denis, Samuel Santos, Trevisan, Nogueira e Lazaroni; Betinho, Zé Antônio, João Paulo e Felipe Amorim, Maikon Leite (Henan) e André Luis. Técnico: Milton Cruz.












