Eterno: O adeus ao gigante Veneza, craque e ídolo

Veneza Veneza1 Veneza2Na tarde desta segunda-feira, assim como centenas de amigos, admiradores, além dos familiares, e os filhos Sandrinho, Léo e Fábio Fidélis, fui dar o último adeus ao ídolo Veneza, campeão catarinense pelo Avaí em 1975.

Ele foi sepultado às 17h30min no Cemitério de Coqueiros. Balduíno, Ademir e Orivaldo, que atuaram com ele, estiveram no velório. A nata dos grandes nomes do passado marcou presença: Agnaldo Liz, Albeneir, Abel Ribeiro, Joceli dos Santos, Adilson Heleno, Jacaré, o pai e o filho, Sandro Silva, Biguaçu, Kleber Duarte, Nelsinho, Rudinei, Assis, Colatina, Luiz Everton, e tantos outros que foram se despedir do grande homem, pai e craque Veneza.

A Turma do Só Charm e do Cobra Criada enviaram coroas de flores e marcaram presença. O Avaí foi representado pelo presidente Francisco Battistotti, pelos jogadores Marquinhos Santos e Gustavo Santos.

Por onde passou, Veneza deixou saudades. Começou no futebol como meia, onde já brilhava, mas se deu bem mesmo e foi eternizado como quarto-zagueiro, descoberto e lapidado por treinadores como Lauro Búrigo, Zezé e Áureo Malinverni. Formou famosa dupla com Ari Prudente.

Título de 1975

Foi uma melhor de três partidas com o seu maior rival, o Figueirense. E os três clássicos foram disputados no Orlando Scarpelli.

O primeiro jogo foi vencido pelo Figueirense, 3 a 2. Na segunda partida, deu Avaí: 3 a 0. A decisão do título aconteceu no dia 17/08/1975. O Avaí venceu por 1 a 0, gol marcado pelo atacante Juti, aos 23 minutos do 2º tempo.

O Avaí foi campeão com Danilo; Souza, Maneca, Veneza e Orivaldo; Lourival, Balduíno e Zenon; Carlos (Ademir), Juti e Vado. Técnico: Áureo Malinverni.

Veneza disputou 224 partidas pelo Avaí de 1974 a 1978 e marcou 7 gols. Defendeu ainda América de Joinville, Criciúma e XV de Piracicaba (SP).

O ídolo Veneza nos deixou aos 67 anos de idade, vítima de câncer.