Editorial: Ex-capitão se rebela nas redes sociais e Figueirense precisa de um “bombeiro”

InstaA sexta-feira, 9 de junho, foi marcada por mais uma, digamos, “rebeldia” no Figueirense. Sim, porque a saída pela porta dos fundos do goleiro Fábio não aconteceu apenas por um problema familiar. E agora isso se confirma pela manifestação em rede social do zagueiro e ex-capitão Marquinhos.

Para quem não sabe, Marquinhos postou a mensagem aqui publicada no Instagram pessoal dele, se queixando pelo fato do Márcio Goiano ter preterido a escalação dele em favor do Naylhor, recém chegado.

Não posso falar sobre o Nhaylor, porque não o conheço. Pode ser que até mereça mesmo a condição de titular. Não discuto a escolha do Goiano. Coloco em discussão a postura do Marquinhos de desabafar em rede social e a incapacidade do Arini em evitar isso.

E olha que na época do Cléber Giglio isso jamais aconteceu. Arini é o mesmo Arini do Avaí, um dos responsáveis pela perda de pontos do Leão da Ilha no Caso Antônio Carlos, zagueiro que atuou sem contrato. Vê se pode um atleta entrar em campo sem contrato?

Eu já me manifestei sobre o Caso Fábio. Para mim, a verdade ainda vai aparecer. No Caso Marquinhos, o jogador, ex-capitão, de história no clube, usou do seu Insta para demonstrar a sua indignação. Ele acha que seria o primeiro da fila e não o Naylhor.

Arini concedeu entrevista para o repórter José Henrique Koltermann, da Guarujá. Não disse nada com nada, assim como fez no caso do goleiro Fábio.

Marquinhos também não está correto em desabafar nas rede sociais. Eu entendo que atleta de futebol profissional tem que ser cego, surdo e mudo, em algumas situações. Entretanto, somos todos seres humanos. Erramos e acertamos.

Só que cabe ao superintende de futebol, diretor de futebol, quem quer que seja, antecipar e resolver problemas. Arini está longe de ser um bom “bombeiro”. Ele me passa a impressão que “cuida dos dele” e os outros que se ferrem. E Marquinhos “não é dele”, já estava no clube.

Não adianta ninguém vir acusar a imprensa disso e aquilo. Foi o jogador quem postou,o dirigente que foi incompetente, o clube que náo blindou nada disso.

Resta saber se Marquinhos chegará em Florianópolis e cumprirá o que prometeu na postagem. Melhor seria ele ficar, ser útil, como sempre foi, mas também deve explicações sobre o tal doping a que foi acusado. Mas, falar a verdade, não adianta vir com rodeios.

Que o Figueirense se fortaleça para conseguir o acesso, porque do jeito que está, internamente, não vai muito longe.

E pergunto novamente: Cadê o presidente? Sumiu. Nunca mais deu entrevista. Cadê aquele Wilfredo que eu conheço, errando e acertando, porém presente, dando a cara a tapa, mostrando o seu lado mais forte que é amor e dedicação ao Figueirense.

Com essa “rebeldia”do ex-capitão Marquinhos, mais o goleiro Fábio e o atacante Denilson, que não aceitou a reserva no Avaí, assim como Marquinhos também, acumulamos problemas que não deveríamos em se tratando de futebol profissional na capital catarinense.