Opinião: Não tem para onde correr

Foram 50 minutos de entrevista coletiva, algumas revelações, perguntas sem respostas, e um cenário que pouco mudou e com um futuro bem indefinido.

A situação do Figueirense segue muito preocupante. E não há como culpar os atuais diretores do Conselho da SAF, porque eles ainda estão buscando alternativas, mas nenhum deles irá dilapidar patrimônio pessoal ou comprometer seus CPF’s ou empresas por causa do Figueirense FC.

Nem a PanSports, com empresários de alto poder aquisitivo, quer assumir essa dívida e colocar muito dinheiro nesse poço sem fundo.

E qual a moral da história?

Clube sem RJ aprovada, e nem sabem como irão pagar as parcelas desse possível acordo, a Clave/Lifting quer receber o que aportou, senão não vai liberar nada, e o estádio Orlando Scarpelli está sim como garantia da negociação com a Clave e essa discussão pode parar na Justiça.

Não adianta falar em bom senso, porque onde há milhões em jogo há interesses e ninguém ama ninguém, ainda mais os investidores de fora de Santa Catarina e até fora do Brasil.

Negócios, dívidas, acordos, têm prazo de validade. E uma hora isso vai estourar.

Fui um dos primeiros a anunciar que o estádio Orlando Scarpelli foi dado como garantia para a Clave, diziam que o estádio não pode ser vendido, e não faltaram os defensores dessa gente me chamando de tumultuador e fazendo ameaças no privado. Mais uma vez, esses canalhas erraram.

Sobre a PanSports, essa recuada na negociação também não tem nada de louvável, porque deram esperanças para a torcida e agora prometem assinar o contrato se a Clave/Lifting sair de cena. Como? A Clave não vai perder a única garantia que tem para receber o que aportou.

O Figueirense alega que a dívida com a Clave/Lifting é de quase R$ 30 milhões, porém a empresa (era gestora e virou credora) diz ter documentos que beiram um investimento de R$ 100 milhões.

Está assim, hoje: Dois conhecidos combinam um churrasco, mas ninguém marca a data, local e horário.