As cenas vistas ao final do jogo entre o Brusque e o Vila Nova, nas quais um pequeno grupo de marginais travestidos de torcedores ataca o presidente Danilo Rezini e seu filho André Rezini, com agressões verbais, intimidação física e arremesso de copos, são um completo absurdo.
Primeiro, porque qualquer agressão é um absurdo, ainda mais em uma praça esportiva, um ambiente frequentado por famílias, de uma cidade ordeira como é o caso de Brusque.
Segundo, porque faltou a este grupo de “torcedores” um pouco de senso contexto e realidade.
O Brusque tem um CT que não é dos melhores, adequado, está em fase de finalização para ficar dentro do ideal, não tem estádio, mas teve conquistas recentes importantes.
Quem é o atual campeão catarinense? Quem possui título nacional? Quantos acessos importantes nos últimos anos? Nada disso, para alguns, tem mais valor então?
O presidente Danilo Rezini em 2012 reassumiu um clube mergulhado em dividas, sem patrocinadores, e jogando a 2ª Divisão do Campeonato Catarinense.
Em 10 anos, com apoio também de dirigentes apaixonados, tão torcedores quanto, o clube foi saneado e obteve resultados esportivos improváveis, levando o Brusque a participações e campanhas vitoriosas na Copa do Brasil, a 2 acessos seguidos no Campeonato Brasileiro e ao histórico título do Campeonato Catarinense de 2022.
Esquecem que o Brusque disputa da 2ª Divisão Nacional, com clubes como Grêmio, Vasco, Cruzeiro e muitos outros.
Os resultados na Série B não são bons? Obviamente. Algumas decisões não foram acertadas? Podem ter sido sim, o resultado de campo pode nos dar esse rumo, mas nada justifica atitude como as do último sábado pós-jogo.
É preciso que cada clube (torcida) saiba do seu tamanho e das dificuldades que terão em competições muito disputadas. O momento exige calma e apoio.
Como negar que o presidente Danilo Rezini, e sua Diretoria, não mereçam respeito e crédito da própria torcida?













